segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Quinta de Naíde Branco 2010 - Grande Escolha

Aspecto limpo, vivo, tonalidade entre o palha e verde (vinhos de zonas frias), presença de pico carbónico. Aroma de media intensidade, perfumado, criando pontes entre sí, com concessões e imposições que pronunciam um vinho interessante, despertando a atenção.

Ataque de boca vivo, alegrando a prova de boca, fruta de polpa branca, com volume, o final de boca é conduzido por uma excelente acidez que transmite frescura ao conjunto. Trajadura; loureiro e Arinto, formam uma trilogia de castas, num estilo onde, cada casta influencia o resultado do conjunto, pelas suas características e personalidade que, aliado à técnica da «battonage», proporciona a este verde de influência marítima, uma textura que não é usual neste nível de segmento.


quinta-feira, dezembro 08, 2011

Más calidad de la leche de vaca gracias a los residuos de la elaboración de vino



Un grupo de investigadores australianos perteneciente al Departamento de Industrias Primarias (DPI), ha dado a conocer los resultados de un estudio en el que se demuestra que se puede obtener más calidad de la leche de vaca gracias a los residuos de la elaboración de vino, concretamente un suplemento de cinco kilos de pieles, semillas y raspas, lograba incrementar el contenido de ácidos grasos saludables de la leche, hasta en seis veces, en comparación con la leche de las vacas que se alimentaron únicamente con forraje.
Pero esto no es todo, además se ha constatado un aumento de la producción de leche de un 5% y lo más significativo, una reducción de un 20% de las emisiones contaminantes fruto de la digestión de los animales. Teniendo en cuenta que la población de rumiantes genera un importante volumen de contaminación medioambiental, es un gran descubrimiento. Los investigadores australianos creen que se trata de la reducción de emisiones más elevada que se ha conseguido mediante el uso de un suplemento alimenticio. Sin embargo, recordamos que una investigación desarrollada en el Colegio Universitario de Dublín (Irlanda), logró alcanzar hasta el 25% de reducción de gases contaminantes incluyendo un 2% de aceite de pescado en la alimentación de los rumiantes. De todos modos es un dato a tener en cuenta, se conjuga la reducción de los gases contaminantes, el incremento de la producción lechera y la calidad de la leche, alimentando a los animales con los restos de la elaboración de vino.

Los resultados de la investigación no nos sorprenden, por un lado recordamos el post Alimentar a las vacas con suplementos de vino tinto, en su lectura podíamos saber que una ganadera canadiense decidió alimentar a sus vacas con un suplemento de un litro de vino obteniendo una carne de mayor calidad y con magníficas cualidades organolépticas, este dato no se ha tratado en el estudio australiano. Por otro lado, sabemos que los desechos de la elaboración del vino son una fuente de polifenoles antioxidantes, la denominada brisa, material formado por las semillas, pieles y raspas, contiene un alto índice de elementos beneficiosos, de todo ello hablábamos en el post Polifenoles en cápsulas.
Los subproductos derivados de la vinificación tienen otra aplicación interesante, ofrecerlos como suplemento alimenticio a los rumiantes, para lograr los beneficios de los que hemos hablado. Para llegar a esta conclusión, en el estudio se alimentó a un grupo de vacas durante 37 días con un suplemento de cinco kilos de brisa, tras analizar los resultados obtenidos (cantidad de emisiones contaminantes, análisis de la calidad de la leche, productividad), se cotejaron los datos con los resultados obtenidos de los análisis realizados a un grupo de vacas alimentadas con los piensos convencionales, para los investigadores la diferencia es significativa y sorprendente. Destacan que el aumento de los ácidos grasos en la leche se traduce en mayores beneficios para la salud humana.
Por otro lado, es un beneficio para la industria vinícola, y más teniendo en cuenta que en Australia se producen unas 200.000 toneladas de brisa, el suplemento estaría disponible para los productores de leche dando una solución para deshacerse de los desperdicios a la industria del vino y obteniendo una rentabilidad adicional con ello. De todos modos, se deben realizar nuevos estudios, ya que en la investigación se utilizaron vacas cuyo ciclo de producción lechera era avanzado, ahora se pretenden estudiar los efectos con vacas más jóvenes cuyo ciclo de producción está por explotar.
La investigación realizada está enmarcada en un programa en el que se pretende reducir la emisión de metano por parte de los rumiantes, a través de la lectura del post Ovejas más saludables para el medio ambiente, podemos saber que el ganado occidental (vacuno) es el que más emisiones contaminantes produce. Los investigadores trabajan con otros suplementos alimenticios para mejorar la calidad de la leche, aceite de colza, harina de algodón, harina de sémola de maíz, etc., sin embargo no se contempla la utilización del aceite de pescado utilizado en el estudio irlandés, quizá sería interesante tener en cuenta este suplemento dados los resultados obtenidos.
A pesar de que Victoria es uno de los Estados más pequeños de Australia, es el más grande en lo que respecta a industria rural y produce más del 85% de los productos lácteos con los que se abastece al continente australiano. Dado el volumen, las emisiones contaminantes de metano son muy significativas y se calcula que alcanzan las 20.000 toneladas de metano emitidas cada año a la atmósfera, reducir esta cifra es una de las prioridades.

domingo, novembro 27, 2011

Quinta das Bágeiras



Recentemente bebi o Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco 2009. No passado mês de Outubro provei o Quinta das Bágeiras Garrafeira 2001 Tinto. Os vinhos "Quinta das Bágeiras" têm tudo o que aprecio num vinho, bela acidez em harmonia com o conjunto, profundidade e rusticidade na medida certa. Aqui a percepção de terroir não é subjectiva nem se confunde com a regionalidade de muitos vinhos que se afirmam de "terroir". A Bairrada convive lado a lado com o classicismo e com a modernidade, se Luís Pato é o pai da modernidade na Bairrada, Mário Sérgio é o guardião da Bairrada clássica.

No I.S.A, nas "Conversas à Volta do Vinho", debateu-se, há algum tempo, as qualidades da Baga, mas também as dificuldades que a mesma origina ao viticultor. A resposta apareceu num outro evento pelo produtor da Quinta das Bágeiras: - "80% dos terrenos não servem para a baga". A parcela certa, solos argilo-calcários e encosta adequada são factores que possibilitam a existência do Bágeiras garrafeira 2001...Soberbo no mínimo.

Maria Gomes e Bical são as castas presentes no Quinta das Bágeiras Garrafeira 2009 Branco, provenientes de vinhas velhas. Fermentou em tonel de madeira avinhada sem recorrer a colagens ou filtragens o que permitiu a interacção da glicerina com a estrutura do vinho, tornando-o aveludado e harmonioso. De trás para frente, acrescente-se o lado mineral e o nervo transversal da acidez ao conjunto.

No Bágeiras garrafeira 2001 Tinto falar em sumptuosidade pode parecer um pouco exagerado, se aplicar o termo "fleshy" não estarei a transmitir toda a nobreza e elegancia de um dos vinhos que mais gostei de provar nos últimos tempos. Carácter é a definição para este vinho, feito com uma casta exigente como é a Baga. Numa prova de 14 vinhos este teve de ficar para o fim tal a afirmação dos seus taninos, estrutura, poder e sedução, um vinho marcante sem dúvida.

Não considero os vinhos da Bairrada clássica fora de moda, mas sim vinhos de contexto onde poderei enquadrar o Monte Cascas Fernão Pires 2008. Proveniente de uma pequena parcela de vinha no Ribatejo / Tejo, com mais de 100 anos, cujas raízes "assentam" a 7 metros de profundidade A sua cor num palha dourado cheio de brilho reflecte para a contemporaneidade as reminiscências do passado com aromas e sabores por explorar e compreender. A fermentação em lagar e o estágio em toneis / balseiros na Quinta das Bágeiras mantém o estilo de uma época, mas com a vantagem de agora se trabalhar melhor a vinha e na adega. Nós desde que nascemos que gostamos de ouvir histórias, independentemente da idade e os vinhos de contexto trazem sempre consigo uma história para contar, a isso chamo Identidade.











terça-feira, novembro 01, 2011

Escolha da imprensa Revista de Vinhos 2011

22 profissionais da comunicação escolheram, entre quase 200 vinhos, os que acharam melhores. A prova cega decorreu no hotel York House, em Lisboa, e os resultados estão aí.

Jornalistas, críticos de vinhos com obra publicada, bloggers; um conjunto de profissionais da comunicação social afinou, dia 25 de Outubro, terça-feira, o nariz e palato para avaliar quase 200 néctares, entre espumantes, brancos, tintos e fortificados. Estava ainda presente um rosé mas a sua pontuação não foi suficiente para permitir um prémio. 
Os vinhos foram inscritos por produtores presentes no Encontro com o Vinho e Sabores, que se realizaria alguns dias depois no Centro de Congressos de Lisboa. Os premiados foram tradicionalmente um Grande Prémio Escolha da Imprensa, para o vinho mais pontuado em cada categoria, e os 9 seguintes néctares. Estes 9 ficaram, como é tradicional, com o prémio Escolha da Imprensa. Contudo, este ano aconteceu algo inédito: nos brancos e tintos, o 10º classificado estava rigorosamente empatado com o 11º. Para evitar injustiças, a organização decidiu assim atribuir a ambos o prémio Escolha da Imprensa. Neste sentido, a categoria de brancos e tintos tem o seu Grande Prémio e mais 10 vinhos com o prémio Escolha da Imprensa. Tal como em anos anteriores, a qualidade média das amostras foi muito elevada, algo que se reflectiu nas pontuações.
Mas vejamos quais os vinhos premiados, ordenados (salvo o Grande Prémio, claro), por ordem alfabética. No final poderá consultar a composição do júri.

Vencedores do Concurso Escolha da Imprensa


VINHO e PRODUTOR
Categoria Espumantes
Grande Prémio
Raposeira Blanc de Blancs Super Reserva 2006 (Caves da Raposeira)

Prémios Escolha da Imprensa
Aliança Bairrada Vintage 2007 (Aliança - Vinhos de Portugal)
Condessa de Santar Dão 2009 (Casa de Santar)
Ervideira Alentejo Reserva 2008 (Ervideira)
Murganheira Czar Grand Cuvée rosé 2005 (Soc. Agr. e Comercial do Varosa)
Murganheira Grande Res. Assemblage 1999 (Soc. Agr. e Comercial do Varosa)
Murganheira Pinot Blanc Extreme 2005 (Soc. Agr. e Comercial do Varosa)
Murganheira Vintage 2004 (Soc. Agr. e Comercial do Varosa)
Raposeira Velha Reserva 2002 (Caves da Raposeira)
Vértice Douro Cuvée Reserva 2008 (Caves Transmontanas)

Categoria Brancos
VINHO e PRODUTOR
Grande Prémio
Cova da Ursa Península de Setúbal Chardonnay 2010 (Bacalhôa)

Prémios Escolha da Imprensa
CARM Douro Reserva 2010 (CARM - Casa Agrícola Reboredo Madeira)
Casal de Santa Maria Reg. Lisboa Reserva 2010 (Adraga)
Malhadinha Regional Alentejano 2010 (Herdade da Malhadinha Nova)
Pêra Manca Alentejo 2009 (Fundação Eugénio de Almeida) 
Quinta da Fonte do Ouro Dão Reserva 2010 (Soc. Agrí. Boas Quintas)
Quinta de La Rosa Douro 2010 (Quinta de La Rosa)
Quinta do Cardo Beira Interior Síria 2010 (Companhia das Quintas)
Quinta do Pinto Reg. Lisboa Limited Edition 2010 (Quinta do Pinto)
Rozés Douro Noble Late Harvest 2009 (Rozés)
Senses Alvarinho Regional Alentejano 2010 (Adega Coop. de Borba)

Categoria Tintos
Grande Prémio
Conde d´Ervideira Private Selection 2008 (Ervideira)

Prémios Escolha da Imprensa
Casa da Passarela Dão Reserva 2008 (O Abrigo da Passarela)
Monsaraz Millennium Alentejo 2010 (CARMIM–Coop. Agr. de Reguengos de Monsaraz)
Outeiro Regional Alentejano 2009 (Terras de Alter)
Quatro Caminhos Reserva 2009 (Casa Agrícola HMR)
Quinta da Costa das Aguaneiras Douro 2008 (Lavradores de Feitoria)
Quinta da Fronteira Douro Reserva 2009 (Companhia das Quintas)
Quinta das Marias Dão Touriga Nacional Res. 2009 (Peter V. Eckert)
Quinta do Espírito Santo Reg. Lisboa Reserva 2008 (Casa Santos Lima)
Vale do Tua Douro 2008 (Casa Agrellos)
Valle Pradinhos Reg. Transmontano 2007 (Maria A. Pinto de A. Mascarenhas)

Categoria Generosos
Grande Prémio
Quinta do Noval Porto Tawny 1986 (Quinta do Noval)

Prémios Escolha da Imprensa
Bacalhôa Moscatel de Setúbal Roxo 2000 (Bacalhôa)
Barros Porto Tawny 30 years old (Sogevinus Fine Wines)
Burmester Porto White 40 years old (Sogevinus Fine Wines)
Cálem Tawny colheita 1961 (Sogevinus Fine Wines)
Kopke Porto colheita 1951 (Sogevinus Fine Wines)
Quinta do Grifo Porto Vintage 2009 (Rozés)
Quinta do Noval Porto Vintage 2008 (Quinta do Noval)
Rozés Porto Menina White 10 anos (Rozés)
Vista Alegre White Medium Dry Porto 10 years Old (Vallegre)



In, Site Revista de Vinhos

terça-feira, outubro 25, 2011

Tom Cannavan "escolhas"


  • Esporão Private Selection -  Alentejo 2009
  • Fita Preta, Palpite - Alentejo 2008
  • Quinta de Sant'ana, Riesling - Mafra, Lisboa 2009
  • Herdade da Malhadinha Nova, Marias da malhadinha, Alentejo 2007
  • Herdade do Mouchão, Mouchão - Alentejo 2006
  • Lavradores de Feitoria, Meruge - Douro 2006
  • Niepoort,  Batuta - Douro 2008
  • Prats&Symington, Chryseia - Douro 2008
  • Quinta da Falorca, Lagar Reserva - Dão 2004
  • Quinta do Infantado, Reserva - Douro 2008
  • Quinta do Poeira, Poeira - Douro 2008
  • Quinta do Vale Meão - Douro 2008
  • Rui Reguinga, Terrenus, Reserva - Alentejo 2007
  • Solar dos Lobos, Grande Escolha - Alentejo 2008
  • Wine & Soul, Pintas - Douro 2008
  • Afros, Vinhão, Vinho Verde 2009
  • Luis Patp, BTT, Beiras 2009
  • Quinta dos Roques Touriga Nacional, Dão 2008
  • Quinta do Francês, Algarve 2009
  • Quinta do Ameal, Special Harvest, Minho 2007

Escolhas de Rui Falcão


VINHOS NACIONAIS:

  • blog 2009 (Alentejo) – O estranho caso de um vinho que vive numa roda viva permanente entre potência e harmonia… sobrando-lhe pureza, precisão e finura, ou a história de um vinho que envolve um punho de aço numa luva de veludo. Gigante!
  • Quinta dos Roques Reserva 2007 (Dão) – Eis como a austeridade também pode ser entendida como uma virtude, num caso raro de rigor e vigor. A força serena de quem sabe que não é preciso gritar para ser ouvido. Clássico!
  • Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2009 (Douro) – Rigor pode rimar com fruta que pode rimar com delicadeza… que pode rimar com textura sedosa. Um vinho completo, sólido mas civilizado, matemático na precisão, melódico no ritmo. Imperial!
  • Quinta do Infantado Reserva 2008 (Douro) – Quando a grandeza consegue andar de mãos dadas com a beleza. Riqueza, subtilezas, nuances e rendilhados. Desenvoltura e firmeza, raça e sensibilidade. Notável!
  • Ultreia 2007 (Douro) – Rijo e sedoso, tenso e dócil, seco e suave, musculado e delicado. Poderá um vinho sobreviver a tantos contrastes? Poderá o Douro conseguir mostrar ainda mais uma faceta desconhecida? Poderá um vinho parecer eterno? Inquietante!
  • Ex Aequo 2008 (Lisboa) – A alto costura conduzida ao extremo da sedução. Homem, terroir, estética e substância. Ou como um vinho também pode servir como conforto da alma. Fruta limpa e cristalina, melodia e organização. Melódico!
  • Quinta de Sant’Ana Alvarinho 2010 (Lisboa) – A compensação de um risco, a alegria de ver uma aposta ganha. Quando a mineralidade se torna desmedida e elevada ao extremo. Severidade, firmeza, nervo, tensão e audácia. Eléctrico!
  • Cavalo Maluco 2008 – (Setúbal) – Um tsunami de proporções bíblicas. A apoteose do belicismo, o triunfo da potência, a vitória do músculo... sem que o equilíbrio seja beliscado. A necessidade de tempo e o conforto do descanso na garrafeira. A certeza de um futuro brilhante. Colossal!
  • Murganheira Cuvée Reserva Especial Bruto 2002(Espumante) – Nobreza e fidalguia, sedução e harmonia, alegria e dignidade. A arte do lote, o saber da experiência, a arte e fleuma para acreditar nas virtudes do tempo. Elegância, frescura e sapiência. Sedução!
  • HM Borges 40 Anos Malvasia (Madeira) – Profundidade, complexidade, tensão, frescura, riqueza e robustez num só copo. O justo equilíbrio entre doçura e frescura, entre fogosidade e formosura. Ou como um vinho consegue fintar as mazelas do tempo. Infinito e intemporal. Descomunal!



 VINHOS ESTRANGEIROS:

  • Franz Künstler Kostheim Weiß Erd Erstes Gewächs Riesling trocken 2009 (Alemanha/Rheingau) – Faísca, nervo e tensão em proporção quase agonizante. A audácia de uma mineralidade impetuosa e colérica. Brutalidade e delicadeza de braço dado. Preciso!
  • Maximim Grünhauser Herrenberg Riesling Auslese 2010 (Alemanha/Mosel) – O zénite da elegância, beleza etérea e intemporal, garbo e distinção. Frescura e limpidez, brilho e viço. A volúpia do açúcar na proporção mais que perfeita. Elegância!
  • Heymann Löwenstein Uhlen Laubach Auslese Lange Goldkapsel 2009 (Alemanha/Mosel) – Beleza mineral aliada à sensualidade e paixão de um corpo rico e untuoso. Tensão e sedução, nervo e ardor, firmeza e audácia. Pecaminoso, sensual e carnal. Lascivo!
  • Penfolds Grange 2006 (Austrália/South Australia) – Quando a sensatez e a loucura habitam na mesma casa. Alegria e contenção, vigor e suavidade, seriedade e tradição. O triunfo da razão, a combinação perfeita entre inovação e tradição. Rigoroso!
  • Nikolaihof Steiner Hund Riesling Reserve 2007(Áustria/Wachau) – Poderá um vinho ser arrancado directamente da rocha, de tão intensamente mineral? Vigor, firmeza, intrepidez, concentração, petulância e rigor num só copo. Gigante e suave. Arrepiante!
  • El Titan del Bendito 2008 (Espanha/Toro) – Alienado, brutal, opulento e decadente. A contraposição ao pensamento politicamente correcto. O fausto da fruta, o abismo da decadência, o aprumo final. Como uma receita certa para o desastre redunda num vinho esplendoroso. Desbragado!
  • Dom Ruinart 1998 (França/Champagne) – Pura poesia. Textura irrepreensível. Complexidade e opulência, finura e austeridade. Alegria e sedução. Fascinante!
  • Gosset Celebris Blanc de Blancs (França/Champagne) – O triunfo da arte do lote, a satisfação de uma educação esmerada. Musculo, finura e finesse. Como radical pode concordar com urbanidade. Impressionante!
  • Sigalas Assyrtiko 2010 (Grécia/Santorini) – Tensão e comoção, intransigência e severidade. A energia a conviver com a delicadeza. Electricidade pura, secura, pureza e loucura. Precisão e rigor. Arrepiante!
  • Gaja Barbaresco 2007 (Itália/Barbaresco) – Charme, leveza, frescura, rusticidade e nobreza. Tradição e inovação, modernidade e classicismo. Emoção e razão, segurança e vigor. A arte de mudar deixando tudo na mesma. Misterioso!

segunda-feira, outubro 03, 2011

Tinto da Talha Grande Escolha 2008

Em solos vermelhos de xisto no Redondo, encontra-se a Herdade da Madeira Nova de Cima, onde se produz  as uvas tintas para os vinhos Roquevalle. No Redondo produz-se vinhos com estrutura e robustez.

O Tinto da Talha, é parcialmente fermentado em talhas. Este processo foi iniciado pelos fenícios e divulgada pelos romanos há mais de 2000 anos.
As talhas ou se quisermos, "dolias", são recipientes de barro cozido, geralmente com capacidade de 1000 litros, revestidos no seu interior por pez, que não é mais do que uma substância resinosa, para que o vinho não entre em contacto com o barro. Empresas familiares faziam uma mistura de "pez", em função do estilo de vinho que o produtor pretendesse, pisteiros é o nome dessa profissão. O município de Borba informa de que o Alentejo é a única região do mundo onde se realiza esta prática, e no sentido de a perpetuar, juntamente com a Adega Cooperativa de Borba, será produzido mais uma vez este ano, vinho através deste método.

O Tinto da Talha de 2008 é feito de Aragonês e Alicante Bouschet. Possuí um aroma horizontal e fresco, frutos vermelhos, essencialmente cereja, balsâmico, apontamentos de barro. Ataque de boca médio, estrutura modelar para o volume de boca, equilibrado, com a acidez a transportar os aromas especiados e de terra molhada para o retronasal, prolongando o final de boca.

Vinho Ameal Entre os 50 Melhores Vinhos Portugueses de 2010 no Reino Unido



Entre os 50 Melhores Vinhos Portugueses de 2010 no Reino Unido e com presença na lista de vinhos de mais de seis restaurantes com estrelas Michelin na Inglaterra e na Escócia
29 Set 2011 < Início < Notícias
Um vinho que o seu produtor, Pedro Araújo, classifica de «fantástico! Muito complexo mineral e com uma das melhores integrações de madeira feito até agora em todas as edições deste vinho único, criado pela Quinta do Ameal», cuja primeira produção foi o Ameal Escolha 2000.
De referir ainda que este foi o primeiro Loureiro feito em Portugal, fermentado e estagiado em barricas de carvalho francês devidamente seleccionadas para esta casta e para criar este perfil de vinhos.
Entre os 50 Melhores Vinhos Portugueses de 2010 no Reino Unido e com presença na lista de vinhos de mais de seis restaurantes com estrelas Michelin na Inglaterra e na Escócia, estes vinhos, apenas brancos e produzidos em Ponte de Lima, têm estado regularmente entre o top dos brancos com notas de prova dos mais reputados críticos internacionais, como Robert Parker, Jancis Robison, Charles Metcalfe, Sarah Ahmed, Marcelo Copell, Tom Cannavan e Tom Marthinsen, entre outros.
Mais recentemente, os vinhos Ameal foram os vencedores deste ano do Concurso de Vinhos da Wine Society - o principal e mais cotado clube de vinhos do Reino Unido, como passaram a integrar a lista do Northcote Restaurant/Hotel, também ele com estrelas Michelin.

Ficha Técnica Ameal Escolha
Região de produção - Sub-região do Lima
Uvas produzidas de forma biológica certificada.
Nota de prova - Límpido e cor citrina. Aromas florais, flor de laranjeira. Frutado, bem combinado com o abaunilhado e fumado resultante do estágio em carvalho francês novo de Nevers. Estágio durante 6 meses em barricas especialmente seleccionadas em França para a casta Loureiro. O final de boca é longo e complexo próprio de um grande vinho.
Produção - 8.000 garrafas/ano.

Quinta do Ameal
Nos 12 hectares da Quinta do Ameal, a escassos quilómetros de Ponte de Lima, os vinhos brancos são produzidos com cuidados extremos e produções muito reduzidas, não utilizando nos tratamentos da vinha, da Quinta do Ameal, qualquer produto químico, uma produção inteiramente ecológica.
Uma paixão de Pedro Araújo, que desde muito novo desenvolveu a sensibilidade e o gosto pelo mundo dos vinhos, também pela sua ligação familiar a Adriano Ramos Pinto, seu bisavô e fundador da empresa com o mesmo nome
Pedro Araújo é actualmente produtor da Quinta do Ameal, onde são produzidos apenas vinhos brancos e cuja estratégia assenta fundamentalmente na criação e divulgação de vinhos de qualidade a partir da casta Loureiro, alargando desde 2006 também para a casta Arinto.

terça-feira, setembro 13, 2011

Quinta do Pinto




Localizada na Aldeia Galega da Merceana, em Alenquer, encontra-se em linha recta com o mar a uma distância de 20 quilómetros. A norte a vinha é protegida pela Serra do Montejunto.
A Quinta do Anjo de seu nome, tem uma ,ligação com o vinho desde o século XVII, os vinhos mais cotados da altura na região acrescia 1 pinto, o apelido da família "Pinto" cria uma feliz analogia à história de então.

Mudou de proprietário em 2003, em 2004 procedeu-se às primeiras plantações de vinha, tintas na sua totalidade e em 2005 plantou-se 15 dos 56 hectares da vinha com uvas para a produção de brancos. Em 2006 a adega foi modernizada, mantendo contudo o seu traçado original e os seus depósitos de betão armado quem mantém quase constante a temperatura, em Bordéus muitos produtores estão a voltar a este método.

Em solo argilo-calcário, em encostas suaves com exposição a sul a Chardonnay já foi vindimada, hoje é dia das restantes seguirem o mesmo caminho. Tal é a quantidade de ensaios com as castas que dificilmente conseguimos perceber o número exacto das mesmas. Brancas: Arinto - Antão Vaz - Chardonnay - Marsanne - Roussanne - Sauvignon Blanc - Viognier - Semmillon? Nos tintos: Alfrocheiro - Castelão - Tinta Barroca - Tinta Roriz - Tinta Miuda - Touriga Nacional - Cabernet Sauvignon - Merlot - Petit verdot e Syrah.


 A vindima de Fernão Pires é automática, a estrutura do bago da uva (engaço) fica na vinha, a maquina acciona um batedor que agita as uvas, sendo em simultâneo procedido de recolha pela mesma. Um contentor frigorifico fica instalado à entrada da adega. A temperatura das uvas no seu interior é de -3 a -5, o objectivo é preservar os aromas das castas e vinificar as uvas no seu melhor. O Arinto ainda não começou a fermentar, Sauvigon Blanc já leva uma semana de fermentação, já se nota o gasoso do processo, será um Sauvignon com notas menos pesadas que a anterior edição, relva fresca e alguns aromas exóticos poderão fazer parte do perfil aromático do vinho. O Viognier em barrica está em total fermentação, sendo visível através da fotografia seguinte.




 O Míldio fustigou o país em geral, a Quinta do Anjo não foi excepção. O clima é moderado com alguma influência atlântica, a dias quentes se seguem notas frescas que permitem a maturação lenta das uvas, sendo as vindimas mais tardias que no Ribatejo e Alentejo.

A Roussanne tem tendência para amadurecer tarde, embora não precise de amadurecer totalmente para ter um aroma exuberante. Tem tendência para o Oídio e Podridão, tendo fraca resistência ao vento, que na região poderá ser um problema. O envelhecimento das casta em carvalho não foi equacionado, mas num futuro próximo poderá ser uma opção válida, a casta adaptou-se muito bem. O blend usual é com a casta Chardonnay. Nos vinhos é fortemente responsável pelo aroma e acidez.




 Fazendo por norma parceria com a Roussanne, a casta Marsanne transmite corpo ao vinho. As novas formas de vinificação diminuíram a tendência para perder frescura e vivacidade, tendo vindo gradualmente aumentando a sua importância. Tem vindo a ganhar importância como monovarietal, ligando através de loteamento com castas mais ácidas e aromáticas.

Sendo parceira de lote da Marsanne a Viognier, na Quinta do Pinto é loteada com Chardonnay ou Arinto. É propensa ao Míldio, o seu amarelo intenso transformam-se em bagos de ouro na vinha, tal a beleza e contraste com as demais castas. Possuí perfume de flores em betão, damascos e pessêgo, caracteriza-se por uma baixa acidez.

Tiago Bellegarde Machado é um jovem enólogo da Quinta do Pinto que conheci numa prova de vinhos da Adega Cooperativa de Cantanhede. A sua juventude é um contraste coma a seriedade dos seus vinhos, impressionantes. A sua marca na Quinta do Pinto será de grande qualidade e o desejo por parte do produtor de fazer vinhos com carácter de aptidão gastronómica já é uma realidade.

   


As vinhas velhas não possuem mais do que 25 anos, Touriga nacional e Periquita são os lotes mais antigos.
4000 mil cepas são o número máximo por hectare. O loteamento de castas para o topo de gama Quinta do Pinto é variável não existe uma rigidez para o lote, apenas o desejo de utilizar os melhores vinhos para a dignificação do nome que consta no rótulo.
Novas parcelas a sul foram compradas, a plantação da vinha incidirá nos brancos. Os terrenos foram drenados para evitar o deslizamento de terras. 

quarta-feira, agosto 31, 2011

O Mundo do Vinho

Periquita Rosé 2010


Existem dois métodos de vinificação para vinhos rosés: Rosé de Saignée e Rosé de Presse. No processo de sangria existe duas opções: sangria parcial se uma parte do mosto for vinificada em rosé, sendo o remanescente direccionado para o tinto. No processo "sangria total", todo o conteúdo é vinificado em rosé.

"O método de sangria consiste em separar sem ou com ligeira pressão, o sumo das matérias sólidas da matéria previamente esmagada e macerada". Para resultados satisfatórios a qualidade do enólogo e experiência são fundamentais. Manter a consistência do processo e da qualidade do vinho que se deseja almejar é muito difícil, a fermentação da pelicula pode variar de 7 a 48 horas, valor esse variável, dependendo da região, qualidades das castas e do perfil desejado pelo enólogo.

"A prensagem directa é o método utilizado nos rosés modernos e consiste em prensar muito levemente a uva. A maceração não dura mais do que o tempo de prensagem. A extracção é feita através de um ciclo de prensagem, alterando pressões gradualmente elevadas com ausência de pressões".
"A extracção da cor e a sua qualidade gustativa depende do grau de pressão usada. Uma pressão mais forte contribui para uma maior extracção de taninos e cor".

À medida que a temperatura aumenta na cuba de fermentação, a cor da uva dissolve-se no sumo. Quando a tonalidade da cor é alcançada, efectua-se uma transfega para uma segunda cuba de fermentação desta vez ausente de toda e qualquer componente sólida.

Uma maceração pré-fermentativa contribui para caracterizar os rosés frutados no aroma, acrescentando-os de cor. o equilíbrio entre a estrutura e a cor são determinantes para a qualidade de um vinho que se deseja beber jovem, mas que tenha inquestionável maturidade organoléptica.

Os rosés são feitas de uvas tintas, alguns poderão incluir uvas brancas, mas nunca poderá ser o resultado da mistura de vinho branco com vinho tinto, este procedimento apenas é autorizado na «Região de Champagne», para os famosos Champagne Rosé (bem hajam...).

No século dezanove, dois tipos de vinho eram exportados de Bordéus para Inglaterra: vinho branco e um vinho de cor rosada baptizado pelos ingleses de "Claret". O aroma proveniente dos rosés de Bordéaux são modestos em termos de bouquet, as castas de Gironde não estão adaptadas a tal estilo de vinificação.

Efectivamente que os nativos de Bordéus diferenciam um vinho Rosé de um Claret, sendo para eles (Claret), o resultado de uma fermentação longa, em tudo semelhante à vinificação em tinto. Ganhando corpo e carácter, um aroma muito expressivo de fruta madura, apresentando-se na boca carnudo e envolvente.Sendo um vinho ideal para comida leve e exótica, os chineses insistem (por enquanto),nos Bordéus opulentos.

Em França, Itália e Espanha (maiores produtores), os rosés têm um óptimo preço / qualidade, a vinificação é rápida e não há manutenção de stock nas adegas. A produção de rosé representa 10% da produção mundial, 1/4 da produção é francesa, sendo a região de Provence responsável por 8% do mercado. Os maiores consumidores são os franceses, italianos, espanhois e norte-americanos.
Numa altura em que o "glamour" do vinho rosé enalteceu as cores do verão, um pouco por todo o mundo, numa altura em que a qualidade dos rosés portugueses cativou os consumidores pela diminuição do rosé rebuçado e xaroposo, o valor monetário aumentou na mesma proporção, ou seja, podendo apresentar uma nova realidade aos consumidores portugueses, colocamos o vinho maioritariamente consumido de verão, ao preço do tinto, por uma questão cultural, o português continuará a consumir tinto (mas talvez interesse ao produtor).

Em pleno Chiado, final de uma tarde de Verão, na esplanada do "Café do Chiado", eu e um amigo fortemente ligado às lides do vinho, fomos bebendo um rosé Periquita, conversa de cartas de vinho, informal, de trabalho. Após o primeiro gole fizemos um gesto de concordância pelo prazer recebido, sem pensar muito no assunto, sem falar no vinho, fomos conversando e bebendo, a verdade é que "quase" derrubamos a garrafa. Estes momentos são fascinantes, pela ligação que certas confluências podem proporcionar, em determinado momento.

Apesar de o vinho conter 6,8g/lt de açucar residual, a verdade é que a acidez é o sapato que encaixa no pé, o sabor e textura completam a trilogia dos sentidos.As colheitas de 2011 não vão ajudar à manutenção dos preços, mas num futuro próximo gostaria que todos os produtores de vinho rosé apostassem nos preços de modo a que cada garrafa de rosé comprada, fosse considerada sempre uma grande compra e assim aumentar ainda mais o prazer de beber um vinho que tudo tem a haver com a gastronomia leve de verão.







sexta-feira, agosto 26, 2011

Efeitos do Míldio na campanha de 2011 - 2012

As previsões contaram com o importante apoio e colaboração de diversos intervenientes, destacando-se as
Comissões Vitivinícolas Regionais, IVDP, IP, Dir. Regionais de Agricultura e Pescas, IVBAM (Madeira) e DRACA
(Açores) e consideram informação recolhida até 16.08.2011.

MINHO
O ciclo vegetativo da videira iniciou-se de forma positiva e mais cedo do que o habitual. Nas áreas mais
interiores da região (Basto, Amarante e Sousa) verificaram-se focos de míldio cujo tratamento atempado
permitiu assegurar boas condições de produção. Nos casos em que os tratamentos foram mais tardios, o
míldio provocou as primeiras perdas de produção, que se agudizaram em Junho. Estas perdas
agravaram-se pelo surgimento de Black rot.
Nas áreas mais litorais e também na sub-região de Monção e Melgaço, a incidência de míldio foi menor e
o controlo mais eficaz, verificando-se um aumento de produção.
A previsão de produção aponta para um incremento de 5% (+50.000 hl) que o verificado na campanha 2010/2011.

TRÁS-OS-MONTES
As condições climatéricas instáveis que percorreram o território continental, fizeram-se sentir de igual
modo na região, tendo-se verificado focos persistentes de míldio que condicionaram a produção de uvas.
As condições climatéricas no período de vindima poderão influenciar a estimativa de produção, que se
situa numa redução de 7% face à anterior campanha.

DOURO e PORTO
As condições climáticas verificadas entre Abril e Maio, com períodos de elevadas temperaturas,
trovoadas e quedas de granizo, propiciaram ataques de míldio, oídio e também traça da uva.
Na sub-região do Baixo Corgo, a ocorrência de míldio originou perdas significativas de produção, não
obstante o adequado nível de tratamento aplicado pelos produtores às vinhas.
A previsão é de diminuição da produção em 25%, em relação ao ano anterior.

BEIRAS
As previsões apontam para evolução negativa da produção na região, que poderá atingir -21% e que
traduz uma diminuição na ordem dos 190.000 hl face à campanha anterior.

Dão
A incidência de míldio foi mais
marcante entre meados de Maio e
Junho, conduzindo em algumas
situações e principalmente em
castas mais sensíveis, a perdas
significativas da produção.
A Black rot, com intensidade
crescente face ao ano anterior,
manifestou-se essencialmente nos
finais de Junho. Estas
condicionantes fazem prever uma
diminuição de 25% da produção.

Bairrada
A ocorrência de ataques de míldio e
Black rot, conjugados com a
ocorrência de trovoadas e granizo
em algumas áreas levou à perda de
cachos, o que resulta numa
previsão de diminuição de 10% da
produção.

Beira Interior
As trovoadas e as quedas de granizo
que ocorreram de modo disperso
pela região e os efeitos do míldio nas
vinhas, causaram quebras
acentuadas nesta região, que se
estima irão conduzir à diminuição de
30% da produção face ao ano
anterior.

TEJO
Os intensos focos de míldio verificados nesta região com especial incidência em Maio, prejudicaram de
forma substancial o desenvolvimento dos cachos, o que provocou em algumas áreas a perda total da
produção.
Algumas castas mais sensíveis foram fortemente prejudicadas no seu desenvolvimento.
As evoluções climatéricas que se venham a desenvolver no período de vindima podem condicionar o
desempenho da região, que se estima vir a sofrer uma quebra na ordem dos 22%, o que significa o nível
de produção mais baixo verificado nos últimos 6 anos.

LISBOA
As condições climatéricas verificadas em Abril, Maio e início de Junho foram favoráveis ao
desenvolvimento de focos de míldio, pelo que as vinhas onde não foram efectuados os tratamentos
adequados foram bastante afectadas, com consequentes perdas de cachos.
A previsão de produção está em linha com a média verificada nesta região nos últimos 5 anos de
produção, mas com uma diminuição de 17% face à campanha anterior.

PENÍNSULA DE SETÚBAL
A ocorrência de chuvas intensas em Abril e Maio e temperaturas elevadas no mês de Maio, aliadas a um
ciclo curto de desenvolvimento do míldio, originou vários focos desta doença nas vinhas. Regista-se,
todavia, que as vinhas que foram mais acompanhadas foram pouco afectadas.
Alguns focos de black rot podem ressurgir caso se venham a verificar chuvas no período de vindimas,
devido à persistência do inóculo do fungo em algumas vinhas.
Prevê-se uma redução de 20% na produção, para um volume similar ao verificado na campanha 2008/2009.

ALENTEJO
Face às quedas de granizo que ocorreram em algumas áreas da região e os efeitos do míldio – que em
algumas vinhas originaram quebras para metade da produção esperada – estima-se uma redução
acentuada na produção de vinho na região. Apesar da redução prevista, verifica-se que o volume deverá
manter-se ao nível da média das últimas 5 campanhas.
Prevê-se uma diminuição de 18% da produção face ao ano anterior.

ALGARVE
Entre Março e Junho registaram-se períodos com temperaturas diurnas altas associadas a níveis
elevados de humidade, o que, conjugado com a elevada precipitação verificada, originou focos de oídio e
míldio na generalidade da região.
Os focos de oídio e míldio levaram alguns produtores a efectuar mais tratamentos preventivos e curativos
do que o habitual. As vinhas não tratadas sofreram perdas significativas, em alguns casos com quebras
totais da produção.
A previsão de produção aponta para uma quebra de 15% face ao ano anterior, o que significa o menor
volume de produção desde a campanha 2006/2007.

MADEIRA
Apesar de ter sido um ano com uma expectativa de produção inicial superior à do ano anterior, as más
condições climatéricas que ocorreram ao longo do ciclo vegetativo, com principal incidência nos meses
de Maio, Junho e Julho, provocaram severos ataques de míldio e atrasos no desenvolvimento das
plantas, que poderão condicionar a produção final.
Apesar destas circunstâncias, prevê-se um nível de produção alinhado com o verificado na campanha
2010/2011, que todavia foi inferior ao habitual da região.

AÇORES
Na ilha Terceira a previsão é de aumento de produção, na ordem dos 30%, que poderá ser revisto em
baixa em caso de chuvas durante a fase do “pintor”.

No Pico, as condições climatéricas foram positivas ao longo do ano, permitindo que a produção na
presente campanha tenha um nível habitual. Atendendo à forte redução verificada na campanha anterior,
estima-se que a recuperação represente um aumento de 65% face a 2010/2011.

Nas ilhas Graciosa e S. Miguel prevê-se aumento de 20 e 30 % respectivamente e, em S. Jorge, a
produção poderá crescer 80%.
A previsão global para o arquipélago dos Açores é de aumento de 65% da produção face ao ano anterior.

Fonte: Site do IVV.












quarta-feira, agosto 24, 2011

Quinta da Garrida tinto, Dão 2008

Como portugueses que somos saudamos sempre revistas estrangeiras que coloquem o nome do vinho português num patamar de evidência. A «Wine Spectator» elegeu para vinho da semana o "Quinta da Garrida 2008".O Eng,º Clemente de Almeida e sua equipa têm feito um trabalho notável. Recomendo vivamente a prova dos brancos.

Situa-se em Vila Nova de Tazém, no concelho de Gouveia portanto na região demarcada do Dão.

Com a área total de 112 hectares, dos quais 80 hectares são de vinhas com 15 anos e as restantes novas plantações foram efectuadas com o recurso às mais modernas técnicas.

Os solos são graníticos, ligeiros e pobres, típicos da região e que permitem a obtenção de vinhos com características muito próprias.

Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen e Alfrocheiro Preto são as principais castas tintas produzidas e vinificadas.

Em separado, na Adega situada em Gouveia, dotada dos mais adequados equipamentos para a produção de vinhos de alta qualidade, com vinificação em separado das castas aí existentes.

sexta-feira, agosto 19, 2011

2011 - Um ano abençoado para o Míldio

"O agente causal do míldio da videira pertence ao reino Chromista (Oomycota), espécie plasmopora Vitícola (Berk & Curt.) (Agrios, 2005). É um endoparasita obrigatório que se desenvolve endocelularmente, emitindo haustórios que penetram nas células."

"A doença é particularmente favorecida por climas quentes e húmidos, durante a fase de crescimento vegetativo da videira. Períodos sucessivos de chuva, designados por "chuvas preparatórias", estimulam o desenvolvimento dos pâmpanos e promovem a infecção de orgãos verdes portadores de estomas (chuvas inecciosas) (Pearson e Goheen, 2001)."

O INE prevê um decréscimo de produtividade das videiras de 25%, produtores da Região de Setúbal estimam um decréscimo de 80%, alguns produtores declararam perca total da colheita de 2011.

Foi no ano de 1878 que o Míldio fez a sua aparição na Europa, as pragas anteriores foram - Oìdio em 1845 - Filoxera 1868. Ulysse Ribéreau-Gayon, da Universidade de Bordéus, assistente de Louis Pasteur, foi quem encontrou a solução, utilizado no combate ao Míldio a Calda Bordalesa ou de Sais Cúpricos.









segunda-feira, agosto 15, 2011

Vinho fresco, aromático...E sem álcool

"O sabor fica o mesmo ou extremamente parecido. Em prova cega é difícil detectar as diferenças", garante ao SOL António Soares Franco, presidente da José Maria da Fonseca, que exporta vinho para mais de 50 países.

A produtora lançou em 2010 o Lancers Free Rosé, cuja graduação alcoólica é de 0,5% – para um vinho ser reconhecido como tal pela União Europeia precisa de ter pelo menos 7%. Tratou-se de uma aposta num nicho de mercado, mas as vendas correram bem e, pouco depois, a empresa criou um Lancers branco sem álcool. E em cerca de dois anos vendeu mais de 250 mil garrafas: "Os resultados superaram largamente as expectativas".

A ideia surgiu na sequência da oferta já existente de outras bebidas sem álcool, como a cerveja. "No nosso caso, já detínhamos a tecnologia que nos permitia "desalcoolizar" o vinho e pensámos que tinha chegado o momento de lançar esta inovação no mercado", esclarece Soares Franco, justificando a escolha da Lancers com o facto de esta ser "uma marca jovem e reconhecida como uma referência nos rosés portugueses". E também muito apreciada por estrangeiros – aliás, mais de metade da produção é exportada.

O processo "puramente físico" é feito com uma destilação por vácuo conseguida através de um processo chamado spinning cone, que retira o álcool com a ajuda do vapor e o separa do líquido.

A mesma tecnologia é usada pela produtora de vinhos espanhola Torres que há cerca de um ano trouxe para Portugal o seu Natureo, também um branco sem álcool.

Isto porque o processo de "desalcoolização" não funciona tão bem com o vinho tinto. O presidente da José da Maria da Fonseca esclarece que "a tecnologia ainda não permite oferecer um produto com a mesma qualidade do branco ou do rosé".

Paulo Amorim, da Vinalda, distribuidora portuguesa da Torres, também não prevê que num futuro próximo a empresa espanhola avance com mais vinhos sem álcool, além do Natureo – o objectivo da produtora é que o vinho não tenha álcool, mas que o sabor "se mantenha completamente inalterado".

Na sua opinião, a maior vantagem é mesmo a despreocupação com os efeitos secundários do álcool, o que pode evitar acidentes rodoviários. «Pode beber-se um vinho fresco, aromático, a acompanhar pratos de peixe e de marisco grelhado ou cozido, sem preocupações com o álcool», realça.

Apesar disso, Paulo Amorim considera que o mercado em Portugal "é ainda muito céptico".

Talvez o facto de ser uma bebida que engorda menos venha a atrair alguns interessados nesta novidade vínica, uma vez que a maior parte das calorias de um copo de vinho se devem ao álcool que contém.

Os dois Lancers, por exemplo, têm apenas um quarto das calorias do vinho original. Já o Natureo tem 19 calorias.

Fonte: Sol

terça-feira, agosto 09, 2011

Rui Falcão, no FUGAS do último Sábado, 6 de Agosto, abordou o tema VINHO do PORTO, referindo-se aos "saldos", que produtores teimam em fazer, desvalorizando e desvirtuando as qualidades do vinho.O desbarato a que se vende tão excelente néctar, ditam o afastamento do vinho do Porto dos top's de venda a nível mundial.

O mundo moderno, cada vez mais, insistem em evitar o vinho do Porto, seja pelo grau alcoólico (apesar de abusarem em demasia na cerveja, vodkas e afins), como pelas calorias (embora não resistam as sobremesas), o estilo doce e alcoólico está em oposição com a menor opulência, maior frescura e menor volume de álcool dos vinhos tranquilos, estando estes invariavelmente à mesa de um qualquer jantar.

O já famoso vinho SCION da Taylor's, um vinho com 155 anos, pré-filoxera, ao ser lançado com um preço de €2,450 mais do que recolocar o vinho do Porto no seu patamar, conta uma história que poucos a poderiam contar, e são com histórias fantásticas que a atenção e o desejo de provar, valorizam um produto que apenas precisa ser pensado out of the box.

terça-feira, março 29, 2011

Sensações: Senhora d'adraga tinto 2007

Sensações: Senhora d'adraga tinto 2007

Senhora d'adraga tinto 2007


Aroma expressivo, acidez e corpo em consonância. A frescura é transversal, do olfacto ao paladar. Três castas constituem o lote deste vinho regional de Lisboa; Syrah, Cabernet-Sauvignon e Touriga Nacional. No aroma as castas fundem-se, na boca o cabernet sobressai, o vinho tem estructura e está bem desenhado, com recorte elegante que apraz beber.

O ano de 2007 está guardado nesta garrafa que o caracteriza muito bem. O trabalho de vinificação e tanoaria é de alto nível, madeira discreta com as vantagens que se conhecem.

A exploração vinícola "Casal de Santa Maria", por curiosidade, é a exploração vinícola mais ocidental da Europa. A exploração ocupa 7,5 ha de vinha. Em 2006 retomou a produção de vinho, 100 anos após a última vindima. A escolha do "terroir" permitiu o cultivo de castas nacionais e internacionais. Ps-informação cedida pela C.V.R de Lisboa.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Conde de Palma, Vinho regional Alentejano, tinto 2006


Rico de aromas marcantes, expressivo - frutos silvestres, maduros, baunilha - bela simbíose entre e fruto e a barrica.Vinho com volume de boca, macio, taninos elegantes a transmitir estructura ao conjunto, ligeira rusticidade e belo final de boca.

Preço aproximado de €7,99. As castas são: Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet. Vinho bem desenhado, sem arestas, com um perfil muito pessoal.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Casa de Mouraz 2009, Dão



Casa de Mouraz 2009, é um vinho de agricultura biológica. A vinificação é feita por vinha e não por casta. Aroma delicado e mineral. Belo volume de boca, frescura de laranja e citrinos. Em ordem decrescente as castas predominantes são: Malvásia fina, Encruzado, Bical e Cerceal.