Terça-feira, Junho 23, 2009

António Saramago e Santanita no Brasil


António Saramaga e José Santanita, no sul do Brasil, juntamente com Jean Pierre Rosier, assinam o vinho "Villaggio Grando" (Além-Mar), assinam este novo vinho brasileiro.

Produção limitada à 10,000 garrafas, comercialização no Brasil e portugal a partir de Maio de 2010. Poderá ser adquirido através da Wine academy, para um máximo de 24 garrafas por pessoa.

Segunda-feira, Junho 22, 2009

João Afonso, crítico de vinhos


Realizou-se no dia 17, no I.S.A, em Lisboa mais uma sessão de "Conversas à volta do Vinho".
O tema da conversa foi «Um Crítico de Vinhos confessa-se», João Afonso o convidado surpreendeu a plateia, desmistificando-se e dando-se a conhecer, como um bom vinho.

Meio a brincar meio a sério confessou detestar Fois-Gras e ser apaixonado por caracois e cerveja; gostaria que a nova classe de Enólogos dessem mais atenção às técnicas do Velho Mundo; admitiu beber mais brancos que tintos.

Olivicultor desde 1984 e Vitivicultor desde 2009; a João Afonso mais do que o vinho, fascina-lhe todos os factores que permitem que o vinho se torne num produto engarrafado, é essa paixão que o faz produzir vinho, e provado o Rogenda branco de 2000, um palha carregado de oxidação (benéfica), de aroma fantástico, frutos secos,notas fumadas, dinâmico na boca, de frescura viva e final de boca intenso, percebe-se que leva muito a sério tudo o que faz.

Após a apresentação do branco, provaram-se dois tintos alentejanos e dois bairradas também tintos, o objectivo foi analisar-se vinhos da mesma Região à duas filosofias, no alentejo a inclusão de castas estrangeiras e o vinho do Alentejo pré-moderno, com castas portuguesas. Na Bairrada o debate centrou-se na legislação e na não optimização de um património chamado "Baga".

Quarta-feira, Junho 10, 2009

Quinta dos Carvalhais Colheita Seleccionada 2004

Aroma de muito bom perfil, fresco, exótico, no entanto algum fruto seco a marcar a evolução. Denso na boca, embora tenha perdido um pouco de volume, ganhou estatuto e complexidade, extenso na boca, como uma boa auto-estrada que se bebe com muito prazer, final com algum travo amargo no final de boca. Como estará este belo branco em 2011?

Sábado, Maio 30, 2009

Vinho do mês da Associação dos Escanções de Portugal

Montes Claros Reserva DOC Alentejo Tinto 2006
Adega Cooperativa de
Borba, CRL

De aspecto límpido, cor granada, aroma a
fruta madura (compota), na boca apresenta-
se alegre, moderno, carnudo, com o álcool
a destacar-se ligeiramente, tendo sido
classificado pelo painel de provadores da AEP
com 86 valores.
Para consumir a 17ºC é considerado óptimo
até: 2015 P.V.P.: €5,95

Quinta-feira, Maio 28, 2009

Anselmo Mendes

O conhecido Enólogo da casta Alvarinho, esteve na Antiga Biblioteca do I.S.A, nas "Conversas com o vinho".

Sendo o "Terroir" o mote das conversas, Anselmo Mendes falou do actual percurso da casta Alvarinho pelo Mundo. As qualidades da casta, associado a um conhecimento profundo sobre a mesma deixa-o expectante em relação á forma como o Alvarinho vai ser trabalhado nos países para onde emigrou e como a mesma se comportará em climas totalmente diferentes.

Defendeu o empenho do enólogos portugueses na aposta e divulgação das castas nacionais, apostando nas nossas castas, estamos a apostar na diferença. Esse mesmo ponto de vista foi defendido por Luís Pato, numa anterior palestra no I.S.A

Terça-feira, Maio 19, 2009

Bacalhôa conquista Ouro

Bacalhôa conquista ouro
O grupo Bacalhôa conquistou duas medalhas de ouro no International Wine Challenge, em Londres, com o Palácio da Bacalhôa 2005 e Quinta da Garrida Dão 2006. Os vinhos da Bacalhôa Tinto da Ânfora 2006, Má Partilha 2006 e Só Syrah 2006 forma premiados com a prata.
No total, o grupo Bacalhôa arrecadou 19 medalhas.
João Vinagre

Ramos Pinto Collection Douro 2006


COLLECTION 2006
O “Adão e Eva” expressa a essência do Collection 2006, os seus aromas
e frutos vermelhos paradisíacos, sensações tânicas, prazer, volúpia e
um perfeito equilíbrio sensual.
A verdadeira tentação!

VINIFICAÇÃO
Neste vinho junta-se o espírito romântico e fresco das vinhas velhas do
Bom Retiro com a madureza quente e sólida da Quinta de Ervamoira. As
parcelas que dão origem a este vinho são seleccionadas e vindimadas
manualmente em contentores de pequeno volume. As uvas foram
vinificadas em lagares de granito e em cubas de inox. Foram usados
tonéis de carvalho francês durante a fermentação maloláctica e depois
40% do vinho ficou em tonel e o restante passou a estagiar em cascos de 2 e 3 vinhos
durante 18 meses. Em Junho de 2008 foram engarrafadas 60.000 garrafas de 0,75l e 150
magnums.

NOTAS DE PROVA
Aspecto visual limpo e brilhante, a cor tinta escura, com reflexos grená.
No nariz, é expressivo e surpreendente, começando por aromas exóticos a especiarias e a
esteva que se vão transformando em aromas doces a frutos maduros, baunilha e cacau.
Na boca, entra cheio de volume e frescura, mostrando a sua complexidade aromática.
O vinho é elegante e longo, já que associa uma estrutura aveludada a um equilíbrio de
acidez.

GASTRONOMIA & GUARDA
Este vinho acompanha bem a refeição, pois a sua acidez e expressividade conferem-lhe
grande elegância. Casa especialmente bem com pratos de carne, estufados, assados,
grelhados e queijos fortes.

Temperatura de consumo entre os 16º e os 18º C.
Guardar a garrafa deitada em local fresco, seco e ao abrigo da luz.

DETALHES TÉCNICOS
Castas: 30% Touriga Nacional Álcool 14,5%vol
30% Touriga Franca Acidez Total 4,9 g/l
40% Mistura pH 3,6
Contém sulfitos

Nota: o que mais me seduziu neste vinho foi o seu aroma muito Douro e balsâmico, bem como o seu vigor e frescura na boca.

A Tinta Barroca, é uma das castas que integram os "40% de mistura". Não tem sinonímia
Região de distribuição- Originalmente, só na região do Douro, constituíndo uma das principais castas do seu encepamento tinto. Actualmente, é recomendado nas DOC de Alenquer, Torres Vedras e ribatejo, e noutras regiões para vinhos regionais.
Dados Vitícolas e enológicos- Potencial produtivo alto. Muito sensível a temperaturas elevadas e ao stresse hidrico, entrando rapidamente em sobrematuração, o que se traduz por perdas significativas da produção e da qualidade. Requer terrenos fundos e exposições orientadas ao quadrante SE.
Casta geralmente de lote, para DOC Douro ou Douro Porto. Quando vorrectamente madura, origina vinhos suaves e harmoniosos, com aromas de acesso lento, mas aveludado e delicados.
In Tratado de Viticultura, Nuno Magalhães

Segunda-feira, Maio 18, 2009

Denominação de Origem e zonagem vitívinicola


O tema está na ordem do dia, move muitos interesses e toda a gente do sector opina facilmente sobre ele. É, por isso, muito polémico, prestando-se a farta discussão e bastante controvérsia. Uma perspectiva histórica das denominações de origem, desde o tempo dos faraós, a definição e exemplificação do conceito de terroir e uma proposta de zonagem vitícola para Portugal serão alguns dos pontos fortes da “conversa”, que pretende contribuir para ajudar a racionalizar o actual panorama – algo caótico – da legislação sobre as actuais denominações de origem portuguesas. Os vinhos estarão em cima das mesas e alguns dos seus criadores mediáticos, como Anselmo Mendes e Vasco Penha Garcia, darão testemunho da sua experiência no tema.

Domingo, Maio 17, 2009

Araujo disse...

Simples e concisa apresentação Mex, mas plena de verdade, isto para quem o bebeu contigo á mesa. Agora, convido todos a acompanhar este néctar com um bife quatro pimentas, mal passado, molho sedoso e marcante(qb),enriquecido com batata chips doce e um belo esparregado de nabiças. Como se não chegasse este Monte Cascas 2007,fica fantástico a terminar a refeição com um cheesecake de frutos silvestres e morangos, esqueçer outros digestivos. Experimentem e comentem, Abraços, Araújo.

Sábado, Maio 16, 2009

Monte Cascas 2007 Tinto Doc, Douro


Touriga Franca em 65%, Touriga Nacional em 25% e 10% de Tinta Roriz.
O vinho tem aroma intenso, especiado. Na boca apresenta-se redondo, limpo de arestas e com boa frescura. Um vinho com muita piada, feito de um modo sério.
O preço, está abaixo dos 6,00€, é muito agradável poder saborear um vinho correcto, por menos de 6 euros, uma óptima proposta da loja de vinhos Wine O'clock das Amoreiras.

Touriga-Franca
Até muito recentemente era designada por Touriga-francesa, sem que haja qualquer conotação com qualquer casta francesa.
Sinónimo regional (Douro)-Flor do Douro, sendo também designada erradamente por Mourisco de Semente nalguns locais da RDD.
É uma casta de ciclo médio, mas exigindo solos pouco férteis e elevadas insolação e temperatura, para atingir o grau desejável.
São de evitar, por isso, altitudes elevadas e posições ao quadrante norte. Origina vinhos geralmente de lote, mas raramente monovarietais, de grande intensidade corante e alguma complexidade aromática.
É actualmente uma das castas mais representada no Vinho do Porto.